Luciana Genro

Rechaçamos as eleições convocadas pelos golpistas!

27 de novembro de 2009 09h33

As eleições do dia 29 de novembro em Honduras não têm nenhuma legitimidade. Não pode haver eleições livres e democráticas num regime gestado num golpe de Estado que tirou do governo o presidente Manuel Zelaya que continua cercado na Embaixada do Brasil. Um regime que se mantém no poder graças à repressão, com o exército nas ruas, que já conta com mais de 20 assassinatos políticos, que censura e fecha os veículos de comunicação independentes e tem milhares de denúncias pela sua violação de direitos fundamentais. Um golpe que se apoia na minoritária oligarquia hondurenha, e que está levando o país a uma crise global da qual não tem saída sem uma Assembleia Constituinte soberana, como defende certeiramente a Frente Nacional de Resistência.

Uma parte importante e majoritária dos governos latino-americanos tem assumido a correta postura de não reconhecer o governo nascido dessas eleições. Em contrapartida, o governo dos EUA tirou sua máscara de “democrata” ao apoiar essas eleições nascidas do golpe.  Tem sua lógica, já que desde o começo os golpistas contaram com a colaboração e participação dos militares ianques e da sua inteligência para desenrolar sua ação.

A Frente Nacional de Resistência e o legítimo presidente Zelaya já anunciaram que não irão às urnas e que boicotarão a farsa eleitoral. O PSOL se soma a todos os que rechaçam essas eleições e se solidariza com a Resistência, que exige a restituição incondicional do presidente Manuel Zelaya Rosales à presidência da República de Honduras.

São Paulo, 25 de novembro de 2009

Secretaria de Relações Internacionais do PSOL