Luciana Genro

Novos fatos podem ser incluídos em denúncia

10 de agosto de 2009 18h43
Fotos: Letícia Heinzelmann

Fotos: Letícia Heinzelmann

A deputada federal licenciada Luciana Genro, o vereador e advogado Pedro Ruas e o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, estiveram nesta segunda-feira, 10, reunidos com o procurador-geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, Geraldo Da Camino. Eles pediram que áudios revelados pelo Ministério Público Federal, que mostram conversas entre o lobista Lair Ferst e o ex-assessor do governo gaúcho em Brasília Marcelo Cavalcante – morto em fevereiro em circunstâncias ainda não-esclarecidas -, sejam incluídos na denúncia sobre a compra da casa da governadora, apresentada no MP de Contas pelo partido em 30 de junho de 2008. Nas gravações, eles falam especificamente sobre valores e a forma de obtenção de recursos para a aquisição da residência.

A denúncia, acatada por Da Camino e encaminhada ao pleno do Tribunal de Contas, foi arquivada, mas pode ser reaberta, pois o procurador entrou com representação. Ainda pode ser feito recurso de reconsideração, que é onde seriam agregadas as novas evidências. O PSOL defende que a casa de Yeda foi subavaliada, pois o valor alegado pela compra equivale à metade de seu verdadeiro valor de marcado. Ainda assim, a então deputada e governadora eleita e seu marido, professor, não teriam recursos, o que demonstra “sinais exteriores de riqueza”, previsto tanto pela legislação estadual quanto federal.

“Ficamos entusiasmados com a devida possibilidade jurídica para que a compra volte a ser analisada. O MP de Contas, através da figura de Da Camino, já se mostrou sensível. Agora, face aos novos dados, acredito que o Tribunal de Contas terá nova disposição de avaliar o caso”, avaliou Ruas. Para Robaina, é preciso que haja pressão da sociedade para que o presidente do TC, João Luiz Vargas, um dos denunciados pelo MPF na Operação Rodin, se dê por impedido de apreciar a denúncia devido ao seu envolvimento no caso. “Para que o Tribunal julgue o caso com credibilidade, é preciso seu afastamento imediato”, pondera Luciana.