Luciana Genro

Luciana e Fernanda acompanham situação de camelôs

13 de julho de 2009 14h26
Crédito: Letícia Heinzelmann

Crédito: Letícia Heinzelmann

A deputada federal Luciana Genro e a vereadora Fernanda Melchionna estiveram na manhã desta segunda-feira, 13, no Centro Popular de Compras de Porto Alegre, para ver de perto a situação dramática em que se encontram os camelôs. Acompanhadas do presidente da associação que representa esses comerciantes, Juliano, elas conheceram a precariedade do espaço oferecido aos trabalhadores, pelos quais eles devem pagar R$ 80 por semana, além de um condomínio que não para de crescer a cada cobrança.

“Mal dá para viver com os R$ 460 que tiro por mês. Descontando o valor do aluguel e do condomínio não sobra nada. Não tenho pagado e me nego a receber qualquer notificação de despejo. Preciso do meu espaço pra vender e sobreviver”, contou dona Nilza às parlamentares. A declaração da comerciante não é diferente do relato dos outros camelôs com quem Luciana e Fernanda conversaram. “O sonho virou pesadelo”, lamentou Viviane.

Seu Nei reclamou que as bancas entregues eram precárias: “Parecia mais uns galinheiros!” A maioria investiu no espaço para torná-lo mais atrativo, seguro e confortável. “Conseguimos fazer a mudança e a arrumação porque vínhamos de um bom lucro no Natal, mas não temos condições de arcar com todas as despesas que nos cobram. O camelódromo ainda não é conhecido. Deveriam ter começado a nos cobrar quando o espaço já estivesse consolidado”, ponderou.

Segundo Juliano, a associação dará toda a assistência para que os camelôs não sejam despejados. “Se precisar, o PSOL vem em massa e faz barricadas para mantê-los aqui”, enfatizou Luciana. Porém, o próprio representante revelou que muitos deles já desestiram, pois não conseguem vender e não têm como pagar pelo espaço: “Uma moça voltou para a rua para a conseguir vender, a fiscalização descobriu e ela perdeu sua banca.”

Na praça de alimentação, a situação é a mesma, a não ser pelo valor ainda mais exorbitante dos alugueis, que podem chegar a R$ 4 mil. Com a pouca divulgação, ao meio-dia o lugar estava praticamente vazio. “Trabalhei 10 anos na rua, vendendo churrasquinho, pizza, para conseguir ter o meu ponto. Mas assim fica difícil”, reclamou seu Régis. “Tenho a impressão que querem mais é que os camelôs vão embora para transformar isso aqui num shopping, com lojistas”, denunciou.

À tarde, Fernanda e uma comissão de vereadores terão audiência com o prefeito José Fogaça, para buscar alternativas dignas para esses comerciantes. Ela levará as informações coletadas na visita de hoje e fotos que demonstram a precaridade das instalações.

Confira pronunciamento de Luciana sobre o tema