Luciana Genro

Lair Ferst tem provas de denúncias contra Yeda

10 de julho de 2009 11h00

Nesta quinta-feira, 9, a imprensa repercute a entrevista coletiva concedida ontem pelo advogado do ex-lobista Lair Ferst, Lúcio de Constantino, em que ele declarou que seu cliente possui as provas, “irrefutáveis, fartas e consistentes”, que atestam a existência de irregularidades na campanha de Yeda Crusius ao governo gaúcho. Essas irregularidades foram levadas a público pelo PSOL em 19 de fevereiro, quando muitos acusaram o partido de acusar sem provas. Pois na última segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou informações de documento vazado do Ministério Público Federal, que comprovam as declarações do presidente estadual da sigla, Roberto Robaina, da deputada federal Luciana Genro e do vereador de Porto Alegre Pedro Ruas.

Na ocasião, as lideranças do PSOL citaram a existência de vídeos que mostram a prática de caixa-dois tanto na campanha quanto no governo tucano. Constantino revelou que Ferst possui áudios e “outras provas” que ele pode apresentar em sua defesa no processo decorrente da Operação Rodin, que tramita na Justiça Federal em Santa Maria. “A existência das provas foi admitida ontem pelo advogado de Lair, Lúcio de Constantino, que as considerou como ‘chumbo grosso’”, aponta o Correio do Povo. Ele disse ainda, como mostra reportagem do Jornal do Comércio, “que irá reagir a eventuais ataques ou ações que venham a denegrir a imagem de seu cliente. A resposta, segundo Constantino, se dará na Justiça, podendo incluir exposição de provas e acareação”.

O diário traz ainda a informação de que “Ferst está tomando cuidados com sua segurança e de sua família por ter se sentido ameaçado depois da publicação de correspondência dele para o Ministério Público Federal com denúncias de supostas irregularidades na campanha que elegeu Yeda”. Vale lembrar que foi a morte misteriosa do ex-assessor do governo do Estado em Brasília Marcelo Cavalcante que motivou o PSOL a revelar as informações que possuía em fevereiro.

Além da prática de caixa-dois, as denúncias de Ferst e do PSOL dão conta de arrecadação de propinas de empresas por agentes públicos com repasse de parte do dinheiro à governadora. O jornal paulista Valor Econômico cita ainda que “Ferst revelou ontem que dispõe de duas horas de áudios para se defender de ‘ameaças e constrangimentos’”, após a divulgação de seu depoimento ao MPF.