Luciana Genro

PSOL entra com representação contra Sarney

26 de junho de 2009 13h40
Heloísa esteve em Brasília para assinar representação

Heloísa esteve em Brasília para assinar representação

A presidente nacional do PSOL Heloísa Helena, a deputada federal Luciana Genro e o senador José Nery (PA) decidiram nesta quinta-feira, 25, que vão ingressar até a próxima semana na mesa diretora do Senado com representação contra os últimos três presidentes da Casa: Renan Calheiros, Garibaldi Alves e José Sarney, devido às denúncias que vêm atingindo a instituição. Heloísa esteve em Brasília especialmente para a assinar o documento. Ela explicou que apenas não protocolou a representação ainda hoje porque não foi possível terminar a consulta a todos os membros da executiva nacional e à bancada. “Mas se dependesse de mim e de Luciana teríamos feito agora mesmo.”

Junto com a representação, Nery iniciou a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os recentes escândalos do Senado. Para que a investigação possa ser instalada, são necessárias as assinaturas de 27 senadores apoiando o requerimento. Para Nery, vai ser “difícil” conseguir reunir o número mínimo de assinaturas, por isso a importância da representação direta contra esses três parlamentares. Pelo regimento do Congresso, somente os partidos políticos têm autonomia para representar por quebra de decoro parlamentar. Com as novas regras, o requerimento segue direto para o Conselho de Ética do Senado.

Festival de corrupção

Caracterizada como a “CPI da Máfia do Senado”, a comissão proposta por Nery tem como objetivo a investigação da edição de atos secretos na instituição, as suspeitas de corrupção em empréstimos consignados, contratos de empresas terceirizadas firmados pela Casa, além das últimas denúncias de superfaturamentos nos contratos de prestação de serviços de engenharia no Senado. Acredita-se que os 663 atos secretos editados nos últimos 14 anos são apenas o início de várias irregularidades ali existentes.

“Os atos secretos têm gravidade porque são ilegais, mas se formos investigar a extensão dos problemas, estes poderão estar em todos os contratos firmados pelo Senado”, afirmou Heloísa Helena.