Luciana Genro

‘Uso e sempre usarei a estrutura do meu mandato para fortalecer a luta contra a corrupção’

20 de abril de 2009 08h21

A deputada federal Luciana Genro falou na manhã desta segunda-feira, 20, ao vivo, na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre, para comentar a emissão de passagens aéreas para terceiros por seu gabinete. A edição de hoje do jornal Zero Hora, do mesmo grupo, publicou reportagem em que compara passagens emitidas para o delegado federal Protógenes Queiroz com as compradas para artistas contratados para animar o camarote da empresa de um deputado durante o carnaval fora de época de Natal.

“Não aceito essa queixa publicada em Zero Hora, que coloca passagens que paguei para o delegado Protógenes ao lado de escandalosas passagens pagas a artistas para animar um camarote de uma empresa com dinheiro público. Não se pode comparar a luta contra a corrupção com essas dezenas de passagens para o exterior emitidas para as famílias de deputados fazerem turismo. São casos absolutamente distintos”, explicou a parlamentar.

Luciana também esclareceu que não há nada de errado em emitir passagens a terceiros, pois está previsto no regimento da Câmara: “Considero legítimo e dentro do exercicio do meu mandato parlamentar usar essa cota para a luta contra a corrupção. Por que essa é a minha luta também, então apoio quem enbeça essa luta.” A deputada aproveitou ainda para rebater uma crítica direta da colunista do jornal e apresentadora da rádio Rosane de Oliveira: “Não aceito que a Rosane diga que eu faço o que condeno nos outros. Faço o que defendo, que é o uso do meu mandato na defesa da luta contra a corrupção. E uso minha estrutura parlamentar para defender essa idéia, por que o PSOL, ao contrário de outros partidos, não tem patrocínio de empresas.”

Luciana lembrou que não faz política como forma de locupletação pessoal e que, inclusive, foi citada por diversos jornais do país após a campanha pela Prefeitura de Porto Alegre por não ter se utilizado das verbas de gabinete enquanto disputava o cargo. “Mas utilizo e utilizarei essas verbas nas minhas causas, que são as lutas contra a corrupção, contra as demissões, contra o fator previdenciário… Promovo essas lutas com a estrutura do meu gabinete, conquistada com mais 186 mil votos. É um imperativo ético e político!”