Luciana Genro

Mobilizações por pagamento de salários e demissão do reitor da Ulbra crescem

14 de abril de 2009 14h02

Na manhã desta terça-feira, 14, membros da direção estadual do PSOL, entre eles, o presidente Roberto Robaina, estiveram num ato que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, que protestavam contra a situação da Ulbra – Universidade Luterana do Brasil. A manifestação contou com servidores (na maioria, funcionários dos hospitais) e estudantes da instituição. Indignados com os escândalos envolvendo o reitor Ruben Becker, eles foram à prefeitura de Canoas e à Celsp, fundação mantenedora da Ulbra.

A situação a que chegou a universidade vai muito além de um problema de mal-administração, pois envolve a criação de empresas-fantasmas para desvio de recursos da instituição, ocultação de valores arrecadados com mensalidades e matrículas, suspeita de enriquecimento ilícito, bem como o impedimento ilegal dos trabalhos da empresa auditora das contas da Ulbra. Para o PSOL, a saída é o afastamento do reitor, a instauração de uma CPI e a intervenção federal na universidade e nos hospitais, garantindo os empregos do quadro funcional e as aulas dos estudantes.

Tudo indica que as mobilizações vão continuar e tendem a crescer, pois enquanto os salários não forem pagos em dia e o reitor continuar no trono, servidores, professores e estudantes vão seguir a sua luta.