Luciana Genro

Ambiente preservado em defesa da vida

Os órgãos de fiscalização ambiental no Rio Grande do Sul estão sucateados e sem condições de atender à demanda de processos. Isto não ocorre por acaso. Trata-se de um projeto deliberado de enfraquecer a defesa do meio ambiente, vista por muitos setores como um entrave ao desenvolvimento. Para Luciana Genro a preservação do meio ambiente deve, sim, ser uma prioridade diante da lógica do lucro a qualquer custo que rege os grandes empreendimentos industriais, imobiliários e rurais ligados ao agronegócio e ao latifúndio. Para isso é preciso defender o resgate das estruturas de fiscalização do estado, apostando na capacidade de seu quadro técnico .

Investimento na FEPAM e licenciamento ambiental livre de pressões políticas

A FEPAM é o órgão do governo estadual responsável pelo licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul. Historicamente a fundação vem sendo sucateada pelos governos, que não têm interesse em reforçar sua estrutura e garantir a contratação de técnicos em número suficiente para atender à demanda. Politicamente, a FEPAM vem tendo em sua presidência figuras com nenhum conhecimento ou trajetória de atuação na área ambiental, que caem de paraquedas apenas fazer tramitar os processos de licenciamento ligados aos interesses dos apoiadores e financiadores do governo de turno. É preciso acabar com esta lógica e colocar a FEPAM para agir em defesa do meio ambiente, com licenciamentos ambientais livres de pressões políticas e voltados à preservação dos biomas gaúchos.

Revogação da extinção da Fundação Zoobotânica

O mandato de Luciana Genro na Assembleia Legislativa será um instrumento de defesa para revogar a extinção de todas as fundações determinada pelo governo Sartori. A Fundação Zoobotânica teve seu processo de extinção suspenso pela Justiça, mas em caráter liminar. Ou seja, não é uma conquista definitiva. É preciso lutar junto com seus servidores pela manutenção da FZB, que realiza pesquisas fundamentais para a preservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul.


Fiscalização da extração de areia no Jacuí

Em 2013 uma série de reportagens constatou as ilegalidades praticadas pelas empresas que realizam a extração de areia no rio Jacuí. As irregularidades foram responsáveis pelo sumiço de mais de 100 praias do Jacuí e de 200 metros da Ilha do Bouquet, no município de Vale Verde. Uma pesquisa do Instituto de Geociência da UFRGS constatou danos causados pela extração irregular de areia em 13 pontos do rio Jacuí. O próprio governo do estado admite que a fiscalização tem sido feita pelas próprias empresas que extraem areia. Não podemos permitir que o rio Jacuí agonize deste jeito e tenha inclusive o fluxo de suas águas alterado por uma atividade que vem sendo exercida sem a devida fiscalização. É preciso uma cobrança política forte sobre o governo do estado, com organização de todas as comunidades que vivem na região do Jacuí, para que as empresas extratoras de areia sejam devidamente fiscalizadas.

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