Luciana Genro

Pedro Ruas

  1. O início da trajetória
  2. A luta com Brizola
  3. A fundação do PSOL
  4. O vereador mais votado
  5. Um mandato de muitas lutas
  6. A primeira bancada na AL
  7. Luciana e Ruas: uma chapa para mudar Porto Alegre
  1. Ao lado de Leonel Brizola, Pedro Ruas foi um dos fundadores do PDT.

    O início da trajetória

    Com uma trajetória marcada pela defesa intransigente dos trabalhadores e o combate permanente à corrupção, o advogado Pedro Ruas, 60 anos, acumula experiência e vitalidade forjadas em uma vida pública pautada pela ética e coerência. Sempre esteve ao lado da luta democrática do povo e sua biografia confunde-se com a das forças populares e democráticas nas últimas décadas.

    Graduado em Direito pela PUC-RS, advoga há 38 anos, especializado na defesa dos trabalhadores. Natural de Porto Alegre, é filho da professora Flora Fagundes Ruas e do jornalista Isnar Camargo Ruas e pai de dois filhos: Diego, 28, e Pedro Ruas Filho, 18 anos.

    As referências de luta política estiveram presentes no dia a dia de Ruas desde a infância. Nascido em uma família brizolista, cresceu em um ambiente de esperança com o projeto representado por Leonel Brizola ainda no fim da década de 1950. Já na adolescência, passou a frequentar a agitação política que efervescia no movimento estudantil do colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, uma vanguarda de resistência ao golpe militar de 64. Durante este período, dois fatos aguçaram ainda mais os valores de justiça e liberdade: a prisão do pai, em 1971, e do amigo Paulo Stuart Wright, em 1973, até hoje desaparecido político nas mãos do regime ditatorial que comandou o país por quase duas décadas.

  2. Após a morte do líder trabalhista, Ruas, que já estava desencantado com os rumos do partido, deixou o PDT.

    A luta com Brizola

    Esses dois acontecimentos marcaram a vida de Pedro Ruas, que a partir de então intensificou sua atuação política. Já aos 19 anos, ingressou na PUC-RS para cursar Direito e teve contato com a ala jovem do MDB. Em 1979, no retorno de Leonel Brizola do exílio, Ruas teve o primeiro encontro com o líder trabalhista que lhe inspirava sonhos desde a infância. Juntos fundaram o PDT e intensificaram uma relação de confiança e amizade que durou até a morte do líder trabalhista, em 2004. Neste período, Ruas elegeu-se vereador de Porto Alegre por três vezes e ainda assumiu como secretário estadual de Obras e Saneamento no governo Olívio Dutra por dois anos, até a saída do PDT do governo.

  3. Ao lado de Luciana Genro e Roberto Robaina, Ruas foi um dos fundadores do PSOL.

    A fundação do PSOL

    A morte de Brizola acabou por selar o afastamento definitivo de Pedro Ruas do partido, que já estava descontente com os rumos que os trabalhistas vinham tomando no início dos anos 2000. Ele então iniciou uma trajetória em uma nova sigla, que reunia todas as características necessárias para promover as mudanças sonhadas por ele e Brizola: o PSOL, partido que passou a construir ao lado de Luciana Genro antes mesmo do registro da sigla na Justiça Eleitoral.

  4. Pedro Ruas e Fernanda Melchionna inauguraram a primeira bancada do PSOL na Câmara Municipal (Crédito: Ederson Nunes/CMPA)

    O vereador mais votado

    Em 2008, Ruas foi eleito vereador e inaugurou a bancada do PSOL na Câmara de Porto Alegre, ao lado da também vereadora eleita Fernanda Melchionna; em 2010 foi candidato ao Governo do Estado e em 2012 obteve mais um mandato de vereador pelo PSOL, sendo o mais votado de Porto Alegre, com 14.610 votos.

  5. A atuação jurídica e política de Pedro Ruas na Câmara baixou o valor da passagem de ônibus de Porto Alegre por duas vezes.

    Um mandato de muitas lutas

    A relação de Pedro Ruas com a capital gaúcha é profunda. Por cinco mandatos foi vereador da cidade, sendo que nos dois últimos exerceu a liderança da Bancada do PSOL na Câmara Municipal. Neste período, aprovou leis importantes que influenciaram diretamente o dia a dia da população, como a Lei do Troco, que prevê a isenção da tarifa de ônibus e lotações para o usuário quando não houver o troco devido; a Lei do Transporte Hidroviário, que viabilizou a operação do Catamarã no Guaíba; a Lei do ISSQN, que acabou com a isenção de impostos municipais para os bancos, ampliando a arrecadação para os cofres da prefeitura, e a Lei do Lixo Atômico, que garante destino adequado para resíduos radioativos gerados na cidade. Ao lado da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), enfrentou os empresários do transporte coletivo e por dois anos impediu reajustes tarifários indevidos na passagem de ônibus da capital a partir do ajuizamento de ações no Tribunal de Justiça. Também é de sua autoria a lei que muda o nome da Av. Castelo Branco, no Centro da capital, para Av. da Legalidade, uma reparação histórica que valoriza o maior movimento cívico do Rio Grande do Sul, liderado pelo Governador Leonel Brizola. Ruas também propôs e presidiu a CPI da Saúde, que investigou denúncias de corrupção e o desvio de cerca de R$ 9 milhões dos cofres municipais.

  6. Em 2015, Ruas assumiu o primeiro mandato conquistado pelo PSOL na Assembleia Legislativa.

    A primeira bancada na AL

    Pedro Ruas foi o primeiro deputado estadual eleito pelo PSOL, em 2014, quando fez 36.230 votos. Desde então, o mandato tem se pautado por proposições que ampliam direitos às minorias e aumentam a transparência no setor púbico, além fazer oposição permanente ao governo Sartori. Ruas é autor de 27 projetos de lei que tramitam no legislativo gaúcho, entre os quais o que isenta vítimas de violência do pagamento de taxa para emissão de novos documentos, a implantação de câmeras de vídeo e áudio nas viaturas policiais e a obrigatoriedade da publicação da planilha de custos das empresas de transporte coletivo. Em paralelo, mantém forte vínculo com movimentos sociais de luta pela moradia digna e direitos LGBT. Com apenas um deputado, a Bancada do PSOL foi a que mais protocolou projetos na Assembleia Legislativa.

    A luta contra os privilégios dos políticos sempre esteve no horizonte de Pedro Ruas. Por isso, além de ter atuado, como vereador, para barrar o aumento do salário dos parlamentares, Ruas se recusou a receber o reajuste autoconcedido aos deputados, doando mensalmente o valor da diferença salarial a instituições de caridade. Em sua trajetória ainda constam atuações importantes em setores da cidadania gaúcha, como Conselheiro Seccional e Federal da OAB; Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados/RS e Presidente da Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas (Agetra).

  7. Neste ano, Ruas encara o desafio de ser candidato a vice-prefeito ao lado de Luciana Genro (Crédito: Fernanda Piccolo)

    Luciana e Ruas: uma chapa para mudar Porto Alegre

    Nestas eleições, Pedro Ruas aceitou o desafio de ser o candidato a vice-prefeito de Porto Alegre, empenhando toda sua bagagem política e sua experiência em uma caminhada para mudar a cidade ao lado de Luciana Genro!

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