Luciana Genro

Nota de Luciana Genro sobre as passagens aéreas emitidas a Protógenes Queiroz em 2008 e agora questionadas por Procurador do MPF

03 de novembro de 2016 09h00

Não houve nenhuma ilegalidade. Meu mandato tinha uma regra: utilizar as passagens para fazer política e apoiar lutas, como a luta contra a corrupção. Na época fui “acusada” de usar a cota para pagar passagens ao delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que estava sendo perseguido por enfrentar corruptos.

Em novembro de 2008, Protógenes veio ao Rio Grande do Sul para participar de uma série de atividades e palestras contra a corrupção no país, na condição de líder das investigações que resultaram na Operação Satiagraha – que apurou o desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro e resultou na prisão de banqueiros e investidores, como Daniel Dantas. Hoje, felizmente estamos vendo vários grandes empresários presos. Na época era bem mais dura a luta e Protógenes até hoje é perseguido.

Repito o que disse na época: é justo e legal usar a cota parlamentar para este fim. Vou aguardar com muita tranquilidade o desdobramento desta denúncia, com a certeza de que não descumpri nem a lei, nem as regras de conduta que sempre defendi.

Luciana Genro