Luciana Genro

Luciana Genro prestigia filiação de intelectuais e acadêmicos ao PSOL

14 de julho de 2014 23h31

Por Redação #Equipe50

Crédito: Luciano Victorino / PSOL

Crédito: Luciano Victorino / PSOL

Na noite desta segunda-feira (14), a candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, prestigiou a filiação de intelectuais, acadêmicos e integrantes da comunidade cultural ao partido. Um ato para marcar o ingresso oficial de Francisco e Rovena Marshall, Milton Ribeiro e José Augusto Avancini no partido foi realizado na sede do diretório gaúcho, em Porto Alegre, com a presença do candidato ao governo do estado, Roberto Robaina, da vice, Gabi Tolotti, e da vereadora Fernanda Melchionna, que concorre à Assembleia Legislativa.

Francisco Marshall é professor de História na UFRGS e fundador do StudioClio. José Augusto Avancini é historiador e filósofo formado pela UFRGS, onde leciona nos institutos de Artes e de Filosofia e Ciências Humanas. Milton Ribeiro é jornalista, blogueiro e co-editor do site Sul21.

Fernanda Melchionna destacou que essas adesões ao PSOL “rejuvenescem o partido”. Para Luciana Genro, os apoios “nos dão muito mais energia para enfrentar o desafio da campanha eleitoral”.

A presidenciável destacou que a filiação de acadêmicos e integrantes da comunidade cultural “é um sintoma de que a esquerda socialista no Brasil ganha força e cresce”. Ela acrescentou que, neste momento, o papel do PSOL é travar “um combate sem tréguas ao reacionarismo representado pelo PSDB e ao continuísmo conservador de Dilma”.

Crédito: Luciano Victorino / PSOL

Crédito: Luciano Victorino / PSOL

Francisco Marshall ressaltou que não possui histórico de militância partidária e que irá aprender muito com o PSOL. “Um intelectual nada mais é do que um trabalhador das ideias, da didática”, expressou. Ele lembrou que o Brasil ainda é uma nação assombrada por um passado oligárquico e saudou o PSOL por não fazer parte deste sistema.

José Augusto Avancini lembrou seu passado de militante estudantil contra a ditadura militar, quando viu muitos companheiros serem detidos pelo regime. “A vida era de terror para nós, militantes da esquerda. Eu era vigiado, fotografado e perseguido”, recordou.

Filiado ao PT desde sua fundação, Avancini disse que se sentiu “apunhalado pelas costas” quando o governo Lula enviou para o Congresso Nacional o projeto de reforma da Previdência. Desde então, ele passou a apoiar o PSOL e a votar em seus candidatos, mas nunca havia se filiado ao partido. “Sempre achei importante a ideia de um socialismo democrático”, pontuou.